Muito além de “O Grito” – A arte do norueguês Edvard Munch

Salut! Como todos vocês estão neste início de ano? Pensei em começarmos 2020 aqui no Artlife aprendendo sobre História da Arte, trazendo mais um grande nome da pintura para conhecermos. Neste mês de janeiro, relembra-se o falecimento do artista Edvard Munch. Nascido em Loten, ele estudou na Escola de Artes e Ofícios de Oslo e foi um dos mais importantes nomes do Expressionismo Alemão.

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Edvard Munch, marco do expressionismo alemão (Foto: Reprodução)

O artista sofreu duas perdas que influenciaram sua vida e obra: a da mãe, quando ele tinha 5 anos, em 1868 e a de sua irmã Sophie em 1877, tendo este fato inspirado uma série de pinturas também consideradas obras primas de Munch, “A Menina Doente” (1885-1886). A série retrata sua irmã Sophie em seu leito de morte, e a seu lado, uma mulher segura sua mão. Nestas obras, ele utilizou a tinta bastante diluída, o que de início gerou espanto e discussões, pois dava a impressão de que a obra era apenas um esboço. Mais tarde, ele passou a utilizar essa técnica deliberadamente. 

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Morte no Quarto da Doente (1895), oleo sobre tela 150 x 167.5 cm (Reprodução)

Temáticas de doença e morte são recorrentes na obra de Edvard Munch, já que sua vida foi marcada por tristes episódios envolvendo sua família. A forma como ele representou o sofrimento em suas mais famosas pinturas é o que mais impressiona. “A Menina Doente”, série, a qual ele chamou de “Estudo”, também marca sua migração do impressionismo para o expressionismo, que segundo ele o dava mais possibilidades de expressar o que agitava em sua mente, e que se tornaria a sua marca registrada na História da Arte.

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 A Menina Doente (1886), óleo sobre tela (Reprodução)

Sua obra mais conhecida é “O Grito” (1893). Pintada pelo artista aos 30 anos, é discutida até hoje e considerada uma das mais importantes da história do Expressionismo. Pintada em Berlim, essa, assim como muitas de suas pinturas, também tem como temática o sofrimento mental pelo qual ele passava e o constante medo da morte. Em 2012, ela bateu o recorde de pintura mais cara da história a ser arrematada, num leilão, por 119,9 milhões de dólares

A expressividade das obras desse artista impressionava, tanto pela técnica quanto pela intensidade dos significados e a presença de seus sentimentos na tela. Em 1892, foi convidado para expor em Berlim, um momento marcante de sua carreira. A exposição causou grande polêmica entre críticos e expectadores.  Em 1908, foi internado em uma clínica psiquiátrica após um surto agravado pelo alcoolismo. Ao deixar a clínica, seu trabalho sofreu mudanças, deixando de retratar a angústia e a melancolia para dar lugar a paisagens bucólicas. 

No final da década de 30, foi considerado pelos nazistas um artista “degenerado”, tendo suas obras retiradas dos museus da Alemanha. Em seus últimos anos, o artista se dedicou a pintar vários autorretratos. Ele faleceu em 23 de janeiro de 1944, tendo produzido ao longo de sua carreira mais de mil pinturas.

E vocês, já conheciam a história desse artista? Vale a pena pesquisar mais sobre sua obra e impressionante trajetória! E que tal conhecer o melhor da pintura, escultura, fotografia e design de artistas piauienses? A Montmartre aguarda sua visita de segunda a sexta com a exposição ArrAMARES. Fique por dentro de tudo através do nosso Instagram @galeriamontmartre.

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